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Lesão multiligamentar

Lesão multiligamentar do joelho

Você já ouviu falar das lesões multiligamentes do joelho??

Você já ouviu falar das lesão multiligamentar do joelho?? Muita atenção, é um tema bastante interessante para todos os profissionais que trabalham com lesões do joelho e merece toda a atenção das pessoas que sofreram esse tipo de lesão…

Então vamos nessa! Para facilitar, as imagens estão ilustrativas! Preste atenção nas imagens que você vai entender tudo sobre os ligamentos do joelho e como são feitas as reconstruções ligamentares no caso de uma lesão multiligamentar do joelho.

O joelho possui 4 ligamentos principais: ligamento cruzado anterior (LCA), ligamento cruzado posterior (LCP), ligamento colateral medial (LCM) e ligamento colateral lateral (LCL).

Ligamentos do joelho

 

Dizemos que ocorreu uma lesão multiligamentar quando dois ou mais ligamentos são machucados no mesmo momento. 

 

Como fazer o diagnóstico de uma lesão multiligamentar?

Pacientes com lesões multiligamentares no joelho requerem um exame físico completo (teste de Lachman, gaveta posterior, varo, valgo e testes rotacionais).

Teste da gaveta anterior
Lesões do ligamento cruzado anterior (LCA): teste da gaveta anterior e teste de Lachman. São testes que avaliam se o osso da perna (tíbia) está vindo muito “para frente”, o que significaria uma lesão do LCA. Quer saber tudo sobre a lesão do LCA?

Os diagnósticos são confirmados por ressonância magnética, bem como radiografias de estresse (posterior, varo e valgo), quando indicado.

Essa imagem te ajuda a entender melhor o que seriam essas forças de varo e valgo do joelho.
Essa imagem te ajuda a entender melhor o que seriam essas forças de varo e valgo do joelho.

 

Como é feita a reconstrução ligamentar nos casos de uma lesão multiligamentar do joelho

Se liga nessa imagem logo abaixo! É um com exemplo de quando “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Nela, conseguimos demonstrar como e feita a reconstrução dos principais ligamentos do joelho.

As reconstruções com base anatômica dos estabilizadores estáticos primários lesionados e o reparo das estruturas capsulares e quaisquer avulsões tendíneas são realizados em um único estágio. As incisões anteromediais ou posterolaterais abertas são, preferencialmente, realizadas primeiro para identificar as estruturas rompidas e preparar o canto póstero-lateral (CLP) e os túneis de reconstrução medial do joelho.

Em seguida, a artroscopia permite a preparação dos túneis do ligamento cruzado anterior (LCA) e do ligamento cruzado posterior (LCP). A atenção cuidadosa à trajetória do túnel minimiza o risco de convergência.

As rupturas meniscais são preferencialmente reparadas (rupturas de raiz e rampa são comumente vistas neste grupo de pacientes). A passagem do enxerto é realizada após todos os túneis serem fresados.

A sequência de tensionamento e fixação do enxerto é a seguinte: feixe ântero-lateral do LCP para restaurar o pivô central, feixe póstero-medial do LCP, LCA, PLC (incluindo ligamento colateral fibular [lateral]) e canto posteromedial (incluindo ligamento colateral medial). A integridade do enxerto e toda a amplitude de movimento do joelho devem ser verificadas antes do fechamento.

A fisioterapia começa no primeiro dia pós-operatório. Lembrando que, por se tratarem de lesões complexas, a fisioterapia deve ser feita sempre de maneira INDIVIDUALIZADA, com contato direto entre o Cirurgião o Fisioterapeuta, sempre pensando no benefício dos nossos pacientes. Os pacientes não devem dar carga no membro operado por 6 semanas. A partir disso, seguimos um rigoroso protocolo de reabilitação. Testes funcionais e radiografia de estresse são realizados para validar o retorno aos esportes.

Conhece alguém com lesão dos ligamentos do joelho?? Compartilhe esse post com essa pessoa e ajude na resolução desse problema.

E o mais importante, essas lesões multiligamentares merecem uma atenção toda especial. Cada caso deve ser sempre visto de forma individualizada para garantirmos o melhor tratamento para os nosso pacientes.

 

Conte conosco!!

 

Fonte: https://www.arthroscopyjournal.org/article/S0749-8063(21)00256-5/fulltext

 

 

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